Passado...
Quem gostaria de
ver de perto as estrelas do firmamento?
Quem quer sonhar sem ter que sangrar a qualquer momento?
Quem virá antes de nos afogarmos em ódio e medo?
Só o alimento na boca do covarde não bastará,
pois suas armas estão engatilhadas em nossas caras amedrontadas
e sua fome tem gosto de desejo não satisfeito.
Fecham-se as cortinas do passado,
o futuro não está mais distante,
está a um passo do abismo que somos
e o que somos não nos vale nada,
Quem quer sonhar sem ter que sangrar a qualquer momento?
Quem virá antes de nos afogarmos em ódio e medo?
Só o alimento na boca do covarde não bastará,
pois suas armas estão engatilhadas em nossas caras amedrontadas
e sua fome tem gosto de desejo não satisfeito.
Fecham-se as cortinas do passado,
o futuro não está mais distante,
está a um passo do abismo que somos
e o que somos não nos vale nada,
apenas morte,
suor e frio.
Vejam, o sol não está mais radiante, acanhou-se,
ouçam, o som dos trovões ecoa em nossos ouvidos,
Vejam, o sol não está mais radiante, acanhou-se,
ouçam, o som dos trovões ecoa em nossos ouvidos,
hahahahahahahahahahahahahahaha,
sintam, as crianças estão cegas, surdas e choram o abandono,
este mundo está calado, morto, a justiça emudecida é minha cria,
os mercadores da morte tomaram seus lugares,
sintam, as crianças estão cegas, surdas e choram o abandono,
este mundo está calado, morto, a justiça emudecida é minha cria,
os mercadores da morte tomaram seus lugares,
devoram nossas
almas,
nos palácios onde governam o planeta,
nos palácios onde governam o planeta,
em seus tronos
de absurdos.
O passado é uma bolha fugaz e o fim é uma questão de tempo,
não mais me abstenho de viver plenamente aquilo que sou
ou o que possa vir a ser, a nobreza é insana,
apenas quero criar um lugar sereno, tranquilo,
O passado é uma bolha fugaz e o fim é uma questão de tempo,
não mais me abstenho de viver plenamente aquilo que sou
ou o que possa vir a ser, a nobreza é insana,
apenas quero criar um lugar sereno, tranquilo,
em mim, o
recanto das almas perdidas de seus sonhos,
reconstruir tudo aquilo com que eu possa amar,
lembrando-me do que já passou, mudou e não permanecerá.
Roberto Almeida, 18/11/06.
reconstruir tudo aquilo com que eu possa amar,
lembrando-me do que já passou, mudou e não permanecerá.
Roberto Almeida, 18/11/06.

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