quinta-feira, 20 de setembro de 2012


O amor é imprescindível para que as pessoas possam se auxiliar mutuamente nos momentos mais difíceis de suas vidas. Não devemos pensar no mundo como sendo apenas palco de guerras e conflitos, pois o pensamento é algo poderoso e pode gerar influxos devastadores para o continuum espaço/ tempo. Formatar pensamentos num estado num estado de lucidez e clarividência emocional positiva induz resultados positivos no caminho escolhido. Pensar positivo é construir solidamente espaços de felicidade  e alegria ao nosso redor e em nossa consciência. Mais amor, mais vida, menos dor e sofrimento. Sigamos em frente corroborando para o crescimento da humanidade com otimismo e perseverando no bom caminho, embasados na compreensão e no amor ao próximo.

As mudanças são urgentes, o caminhar reto é urgente e o pensamento encharcado de amor é a ferramenta ideal de transformação.  Podemos perder tudo o que for material, mas não podemos perder a nossa capacidade de amar e crescer. Nada pode concorrer com o amor divino, aquele que nos redimi e ilumina, então sejamos propaladores desse amor divino, comecemos a observar diariamente as mudanças que terão lugar dentro de nós e no mundo. Não podemos esperar mais, o mundo logo se transformará e mais rápido do que podem imaginar, portanto sigam e perseverem no caminho do bem, esclareçam, auxiliem, sejam vetores do amor, da tolerância e da compreensão, sem os quais não teremos um mundo melhor como resultado.

Confiem, sobretudo, em Deus nosso amantíssimo Criador, pois Ele nos guiará sempre pelos caminhos do amor e da boa vontade. Sejam firmes em seus propósitos. Amo-os profundamente.

Romar Rodrigo Almeida, 28/08/2012.

Meu pai, falecido há 40 anos, sempre nos enviando mensagens de perseverança, de compreensão e amor ao próximo, exultando a fraternidade e nos exortando as práticas do bem... Obrigado sempre, meu pai!









Psicografia feita com o pai de Carla, seu Ítalo, que nos trás uma mensagem bonita acerca do verdadeiro desafio que devemos ter enquanto caminhantes deste planeta: o amor pleno. Segue a psicografia:


Olha só que lindo o mundo lá fora... Olha como as pessoas estão tão apressadas em viver as suas vidas pequenas e pouco se importam com quem se encontra ao seu lado. A vida é um presente de Deus, toda ela, ampla, total e irrestrita, e não deve ser desperdiçada com egoísmos torpes, baratos. É uma dádiva divina estarmos vivos, existindo, interagindo com o universo que nos cerca. Não é mais possível acatarmos a dor e o sofrimento como sendo algo que não nos interessa, não é mais possível tanta indiferença, tanto descaso. Deus, nosso Criador, não nos vê como antagonistas de sua criação, pelo contrário, somos seus herdeiros, mas não podemos desperdiçar suas riquezas com interesses tão pífios e egoístas. Somos uma grande família, estamos unidos por laços indissolúveis e inquebrantáveis, porque então, nos destruirmos de forma tão intensa e dolorosa?

Somos mensageiros de uma mudança que urge começar agora. Não há mais como adiar as transformações que precisamos nos impor. O amor é a nova ordem, portanto, nossas mentes e espíritos devem estar uníssonos em tal movimento. Podemos, sim, sermos felizes, mas para isso é tão necessário nos movermos em direção ao nosso próximo, amá-lo como a nós mesmos e, acima de tudo, amá-los por sermos filhos de um mesmo Criador. Não se preocupem com as pequenas coisas do cotidiano, não se preocupem em ter, conseguir ou realizar, pois a vida na carne é passageira. Se abstenham do pouco que o mundo pode lhe oferecer. Se unam no amor maior que será responsável por transformações enormes. Amem-se mutuamente, pois somente dessa forma conseguiremos ter um mundo como realmente desejamos, sem guerras, dores, conflitos, mortes desnecessárias. A felicidade está a um passo de vocês, basta abrir-se para ela com ardor, com intensidade. Quero que vocês fiquem em paz, se amem e se protejam uns aos outros, nada de conflitos, nem dores, tampouco egos inflamados. O que temos é aquilo que podemos ofertar ao nosso próximo, a quem amamos: generosidade, afeto e, sobretudo, amor. Sejam felizes...

Ítalo Garcia Cosenza, 28/08/2012.









Ouvindo e aprendendo, sempre:




“Aquilo que você não pode expressar é Amor. Aquilo que você não pode rejeitar ou renunciar é Beleza. Aquilo que você não pode evitar é a Verdade.

Sri Sri Ravi Shankar



Vinhos e marés


E eu que não me calo
e não falo
sobre aquilo que não me convém,
sou arredio, fruto proibido
das dores e sofrimentos
do mundo,
de tudo que se cala,
dos olhos que não veem.


O senhor falso, de pernas trôpegas
caminhante descalço
do chão em brasa
e suntuosas falas,
essa bela farsa,
nossas crenças tão humanas
que nos arrastam em turbilhões
de fugas,
porres alcoólicos e sonhos delirantes,
eis a soberba oração,
eloquente,
engolfando multidões.


Meu copo está vazio,
o mundo me acompanha,
amargos são os deleites,
doces epifanias divinas,
onde mais uma vez vejo o seu sorriso
como uma bela estampa,
em uma revista qualquer,
de uma vida qualquer,
de um tempo que se foi,
perdeu-se na memória daqueles que não viram,
e por isso não creem...


E se vão, os ciclos da vida pueril
morte e renascimentos,
tolamente disfarçados por nossos medos,
insanos, pobres mortais que somos,
mas deuses também significamos
perdidos na praia, deitados em solo fértil,
vivos ou mortos,
navegantes das mágoas e das marés
inebriantes e sedutoras,
de um harmonioso vinho chileno.


Não há limites para o óbvio?
Não, os limites somos...
somos reinventores de nós mesmos, sonhamos
e acordamos absortos com o que vemos,
o mundo não acabou e
o universo paralelo nasce aqui,
em mim,
todos os dias que morremos.




Roberto Almeida,
20092012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012


Passado...















Quem gostaria de ver de perto as estrelas do firmamento?
Quem quer sonhar sem ter que sangrar a qualquer momento?
Quem virá antes de nos afogarmos em ódio e medo?
Só o alimento na boca do covarde não bastará,
pois suas armas estão engatilhadas em nossas caras amedrontadas
e sua fome tem gosto de desejo não satisfeito.

Fecham-se as cortinas do passado,
o futuro não está mais distante,
está a um passo do abismo que somos
e o que somos não nos vale nada,
apenas morte, suor e frio.

Vejam, o sol não está mais radiante, acanhou-se,
ouçam, o som dos trovões ecoa em nossos ouvidos,
hahahahahahahahahahahahahahaha,
sintam, as crianças estão cegas, surdas e choram o abandono,
este mundo está calado, morto, a justiça emudecida é minha cria,
os mercadores da morte tomaram seus lugares,
devoram nossas almas,
nos palácios onde governam o planeta,
em seus tronos de absurdos.

O passado é uma bolha fugaz e o fim é uma questão de tempo,
não mais me abstenho de viver plenamente aquilo que sou
ou o que possa vir a ser, a nobreza é insana,
apenas quero criar um lugar sereno, tranquilo,
em mim, o recanto das almas perdidas de seus sonhos,
reconstruir tudo aquilo com que eu possa amar,
lembrando-me do que já passou, mudou e não permanecerá.

Roberto Almeida
, 18/11/06.



Diabinhos lúgubres

Trago em mim demônios emudecidos
como se fossem aluviões
consumindo minha alma;
sedimentos escarnecidos pelo medo;
presos em busca de luz.

Estes me são penosos e caros,
distorcem a humanidade que habita em mim
e ferem-me razão,
sou irracional, nestes momentos
onde percorro a estrada da maldade,
impiedosamente, empenho a ira
e, destarte as dores e os estertores da agonia violenta,
emudeço o rancor, contudo, endureço o coração.

Observo calado o mundo,
meus olhos, não enxergam, vertem cinismo,
rio, sarcástico, o que aqui está é imundo,
não tem luz, é pus, excrementos e flores
do mal e humano, egoísmo santificado,
por palavras ditas inocentes, mas calculadas,
tapinhas nas costas e, ora bolas, algumas facadas.
(risos, ritos e orações, a face enrugada do corruptor)

O mal mora em mim, estou calado
repudio a conivência tão minha,
ante os descarados, estes nefandos,
egoístas e impiedosos, silenciosos, atuando,
poderosos até o fim dos dias humanos,
malbarata minha existência,
sou fraco, um demônio com dentes rotos
e coração apodrecido;
o mal está em mim, sou o mal e morro,
distante da indignação natural dos corajosos.

Roberto Almeida
02-08-10


ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS:
O livro dos médiuns


PSICOGRAFIA


157. Chamamos psicografia indireta à escrita assim obtida, em contraposição à psicografia direta ou manual, obtida pelo próprio médium. Para se compreender este último processo, é válido levar em conta o que se passa na operação. O Espírito que se comunica atua sobre o médium que, debaixo dessa influência, move maquinalmente o braço e a mão para escrever, sem ter (é pelo menos o caso mais comum) a menor consciência do que escreve; a mão atua sobre a cesta e a cesta sobre o lápis. Assim, não é a cesta que se torna inteligente; ela não passa de um instrumento manejado por uma inteligência; não passa, realmente, de uma lapiseira, de um apêndice da mão, de um intermediário, entre a mão e o lápis. Suprima-se esse intermediário, coloque-se o lápis na mão e o resultado será o mesmo, com um mecanismo muito mais simples, pois que o médium escreve como o faz nas condições ordinárias. De sorte que toda pessoa que escreve com o concurso de uma cesta, prancheta, ou qualquer outro objeto, pode escrever diretamente. De todos os meios de comunicação, a  escrita manual,  que alguns denominam escrita involuntária, é, sem contestação, a mais simples, a mais fácil e a mais cômoda, porque nenhum preparativo exige e se presta, como a escrita corrente, aos maiores desenvolvimentos. Dela tornaremos a falar, quando tratarmos dos médiuns.

158.  Nos primeiros tempos das manifestações, quando ainda ninguém tinha sobre o assunto ideias exatas, muitos escritos foram publicados com este título: Comunicações de uma mesa, de uma cesta, de uma prancheta, etc.  Hoje, bem se percebe o que tais expressões têm de impróprias, ou errôneas, abstração feita do caráter pouco sério que revelam. Efetivamente, como acabamos de ver, as mesas, pranchetas e cestas não são mais do que instrumentos inteligentes, embora animados, por instantes, de uma vida fictícia, que nada podem comunicar por si mesmos. Dizer o contrário é tomar o efeito pela causa, o instrumento pelo princípio. Fora o mesmo que um autor declarar, no título da sua obra, tê-la escrito com uma pena metálica ou com uma pena de pato. Esses instrumentos, ao demais, não são exclusivos. Conhecemos alguém que, em vez da cesta-pião, que acima descrevemos, se servia de um funil, em cujo gargalo introduzia o lápis. Ter-se-ia então podido receber comunicações de um funil, do mesmo modo que de uma caçarola ou de uma saladeira. Se elas são obtidas por meio de pancadas com uma cadeira, ou uma bengala, já não há uma mesa falante, mas uma cadeira, ou uma bengala falante. O que importa se conheça não é a natureza do instrumento e, sim, o modo de obtenção. Se a comunicação vem por meio da escrita, qualquer que seja o aparelho que sustente o lápis, o que há, para nós, é psicografia; tipologia,  se por meio de pancadas. Tomando o Espiritismo as proporções de uma ciência, indispensável se lhe torna uma linguagem científica.