quarta-feira, 5 de setembro de 2012


BRECHAS

Eis que o tempo não volta,
a chuva que cai lá fora
desmancha em rios os rabiscos que escrevi
no chão de minhas memórias,
preenchendo em minha vida, e na sua
o terno amor que escolhi...

Não há adeus, apenas um até breve,
e um olhar perdido entre pensamentos turvos
e cabelos esvoaçantes,
das multidões que a vida insiste em me apresentar
e registrar, em marcas indeléveis,
nossos sonhos, risos, fracassos e dissabores,
pequenas facetas de mil amores perdidos
ou de intensas desejadas verdades.

Fui planando nos braços do vento que me leva aos livros
preso em ilusões e devaneios...

Roberto Almeida, 05/09/12



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