BRECHAS
Eis que o tempo não volta,
a chuva que cai lá fora
desmancha em rios os rabiscos que escrevi
no chão de minhas memórias,
preenchendo em minha vida, e na sua
o terno amor que escolhi...
Não há adeus, apenas um até breve,
e um olhar perdido entre pensamentos turvos
e cabelos esvoaçantes,
das multidões que a vida insiste em me apresentar
e registrar, em marcas indeléveis,
nossos sonhos, risos, fracassos e dissabores,
pequenas facetas de mil amores perdidos
ou de intensas desejadas verdades.
Fui planando nos braços do vento que me leva aos livros
preso em ilusões e devaneios...
Roberto Almeida, 05/09/12

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